← Todos os posts

Liderança em cibersegurança

Um modelo de gestão da cibersegurança para CEOs

Hiago Kin Levi
Retrato de Hiago Kin Levi sentado em um estúdio de podcast
Hiago Kin Levi

Eu desenharia a gestão da cibersegurança pelas decisões que costumam travar entre áreas. Segurança pode identificar uma exposição, finanças controla a verba e operações, a janela de mudança. Como CEO, eu reuniria esses poderes num fórum recorrente de decisão.

O fórum

Eu presidiria uma revisão mensal com o CISO, líderes de tecnologia, finanças e operações e os responsáveis pelos negócios envolvidos. A pauta: escolhas pendentes, dependências comuns e compromissos que exigem intervenção. Responsáveis com autoridade delegada cuidariam da rotina; incidentes urgentes seguiriam uma via de resposta imediata.

Cada proposta traria prazo para decidir, evidências, alternativas viáveis e a capacidade consumida por cada uma. Exigiria a presença de quem pode comprometer recursos ou de substitutos autorizados. O debate terminaria com um decisor identificado e uma instrução executável. Consenso não seria condição para agir.

O encaminhamento

Eu faria três perguntas. Está dentro da autoridade e dos recursos de um responsável? Devolvê-lo para execução. Exige que equipes com demandas concorrentes mudem prioridades? Decidir no fórum. Ultrapassa um limite de risco aprovado ou trata de matéria reservada ao conselho? Buscar a decisão cabível do conselho, mantendo a proteção provisória sob responsabilidade da gestão.

Eu compararia dano ao cliente, custo da demora, viabilidade operacional e exposição restante. Se faltassem evidências, pediria a verificação específica capaz de mudar a escolha e o último momento seguro para decidir. Prazos antecipados exigiriam antecipar a decisão.

A supervisão

O NIST CSF 2.0 situa estratégia, papéis, políticas e supervisão na função Govern. Eu usaria esses resultados para examinar nossa organização; o fórum mensal é minha proposta de implementação.

Eu pediria ao conselho que aprovasse os limites estratégicos de risco e verificasse se a gestão os respeita. A gestão escolheria controles, distribuiria tarefas e responderia pela entrega. O conselho precisaria conhecer desvios relevantes, divergências não resolvidas e evidências de execução. O CISO teria acesso direto ao conselho para questionar meu relato.

Exemplo hipotético

Suponhamos que folha e faturamento de clientes precisem dos mesmos engenheiros para separar acessos privilegiados. Ambos pedem prioridade. Eu reuniria os responsáveis para comparar próximas obrigações de pagamento, permissões expostas e restrições temporárias viáveis. O fórum poderia reservar a primeira janela para a folha e restringir o acesso do faturamento até sua vez. Finanças teria de aceitar a carga de trabalho resultante. Se isso ultrapassasse um limite aprovado, eu escalaria a decisão antes de prosseguir.

O acompanhamento

Na revisão seguinte, eu verificaria verba, agendamento e eficácia das salvaguardas. Uma dependência não cumprida reabriria a alocação. Eu avaliaria se conflitos chegam a uma decisão autorizada antes que os prazos imponham o desfecho e se o conselho consegue rastrear a decisão até a execução.

Hiago Kin Levi